Educação financeira familiar

POR Pr André Ferreira 21/02/2017

A educação financeira familiar pode trazer diversos benefícios ao seu orçamento. Veja aqui como fazer na sua casa!

Quando pensamos no orçamento familiar, é difícil deixar de lado alguns gastos da família. Afinal, todos consomem, mas nem todos têm renda. E, muitas vezes, são justamente as pessoas que não têm renda as que apresentam mais gastos — despesas escolares, de saúde, lazer, dentre outras. Assim, fica cada vez mais importante pensar na educação financeira familiar como uma atividade para todos, que deve envolver pais, filhos, e, enfim, todos que moram na mesma casa. Quer uma ajuda nessa tarefa? Pois confira nossas dicas sobre como organizar o orçamento familiar:

Defina seus gastos e rendas

Um dos maiores erros de quem está começando a organizar um orçamento familiar é se esquecer de colocar todas as despesas e rendas na ponta do lápis. Se precisar, vale utilizar aplicativos como o do GuiaBolso para facilitar essa tarefa. Todos os gastos devem ser considerados: desde os mais significativos, como aluguel, prestações do carro, impostos, etc.; até os mais básicos, como gastos cotidianos com alimentação e lazer.

Divida as despesas entre quem tem renda

Agora que você já sabe exatamente quanto sua família ganha por mês e quanto gasta, está na hora de dividir as despesas. Você, seu companheiro ou companheira, seus filhos que já trabalham e todos que moram com você e têm renda devem entrar em um acordo sobre quais despesas serão divididas e quais serão individuais. Isso ajuda a família a manter seus compromissos financeiros e a não fugir do orçamento quando aparecerem eventuais tentações — como lançamento de carro, promoções no shopping, dentre outras.

Estabeleça metas de economia para cada mês

Saber economizar é imprescindível para manter um orçamento familiar saudável que tenha uma folga para emergências e imprevistos. Por isso, a partir do momento que suas despesas forem menores do que a renda, está na hora de aplicar o dinheiro que sobra. O ideal é guardar pelo menos 15% de seu orçamento mensal por meio de investimentos mais rentáveis, como fundos de investimento, títulos do tesouro e outras aplicações com maior rendimento. Fuja da poupança e de títulos de capitalização, que mal conseguem compensar a taxa de inflação!

Faça seguros

Por falar em emergências, uma medida fundamental é fazer seguros para sua família e seu patrimônio mais significativo. Assim, seguro-saúde, seguro de vida, seguro para o automóvel e seguro para a casa podem até parecer mais uma despesa a pagar no final do mês, mas, na verdade, representam uma precaução contra gastos muito maiores. No caso de emergências, como roubo, incêndio ou doenças graves, é o seguro que vai dar o suporte financeiro e a tranquilidade que sua família precisa.

Economize dinheiro para as férias

É normal que as famílias saiam de férias pelo menos uma vez por ano. Para que esses gastos não sejam fonte de dor de cabeça e causa de um orçamento no vermelho, planeje com antecedência as férias da família. Faça reservas antecipadas, economize dinheiro para os gastos da viagem — como alimentação, passeio e compras — e curta as férias com mais tranquilidade.

Planeje suas compras

Não é apenas no Natal que você precisa planejar as compras de sua família. Gastos cotidianos, como alimentação e materiais de limpeza, também podem ser planejados com antecedência. Por exemplo, se você comprar quantidades maiores, pode ganhar mais descontos e economizar. O mesmo ocorre quando você aproveita promoções no supermercado e no shopping.

Envolva seus filhos no orçamento familiar

Seus filhos podem até não trazer dinheiro para o orçamento da casa, mas com certeza devem ser envolvidos na educação financeira familiar. Afinal, muitos dos gastos da casa são decorrentes deles! Assim, procure envolve-los na elaboração do orçamento, propondo formas de economizar, ensinando-os a escolher prioridades de compra e a administrar sua própria mesada.